“O barulho do ranger das portas que davam pra varanda deve ter acordado os vizinhos de baixo. Deveria se lembrar de se desculpar quando cruzasse com eles no corredor. Tudo bem. Fazia uma noite muito bonita e o clima estava muito agradável, o que fez seus pensamentos voarem diretamente para o que vinha martelando em sua cabeça desde cedo. Agora, debruçada na sacada pensava “porque não?”. Porque não deixar que o mundo saiba o que se passa dentro do seu coração? Ou da sua mente? Porque não permitir que as suas ideias se misturem com as das outras pessoas e virem histórias incríveis? Respirou fundo, e observou uma cena lá embaixo na rua que lhe chamou atenção. A avó, ao se balançar na cadeira sorria vendo seu neto brincar na beirada da calçada. Quando o menino correu até ela e permitiu que, aos risos, ela afagasse sua cabeça, a lembrança veio à mente: um dia prometeu a sua própria avó, num momento de carinho e amor como aquele, que daria o seu melhor em tudo o que fizesse… Ô cabecinha fértil. Ok. É oficial. Vamos “colocar pra jogo”. Vamos ver no que vai dar.
Com muito orgulho, agora sou escritora.” Ianne Natália.
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